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NR-1: a fiscalização dos riscos psicossociais está em vigor desde 26 de maio de 2026. Saiba mais →

Ciência e Método

O método por trás da inteligência.

Os fundamentos científicos, os princípios de projeto e a matemática que sustentam cada leitura da Nexus Technology.

01

Fundamentos

O CORTEX se apoia em tradições consolidadas de conhecimento:

  • Teoria de sistemas organizacionais: a empresa como sistema aberto, cujas partes interagem e produzem efeitos não lineares.
  • Teoria dos escalões superiores e cognição gerencial: as escolhas da organização refletem a cognição e a atenção de seus dirigentes.
  • Assimetria informacional vertical: o efeito MUM e o silêncio organizacional explicam por que a informação é filtrada ao subir na hierarquia.
  • Psicometria e metodologia multimétodo: a convergência entre métodos distintos aumenta a confiança na medida.
  • Saúde ocupacional: modelos de Karasek, Siegrist, o Maslach Burnout Inventory, o WHO-5 e o COPSOQ III.

02

Princípios de projeto

  • Rastreabilidade: toda conclusão é rastreável até os dados que a originaram.
  • Separação entre medição e interpretação: o motor produz números; a interpretação produz significado.
  • Comparabilidade longitudinal: métricas e critérios estáveis dentro de cada ciclo.
  • Parcimônia decisória: poucas frentes de alta alavancagem por onda.
  • Ciclo fechado: nenhuma onda termina sem reavaliação formal.

03

Instrumentos

Escalas de seis pontos sem ponto neutro; modalidades de posicionamento, alocação, comparação pareada, julgamento situacional, reconstrução de rotina e medidas metacognitivas; sinais passivos de qualidade de protocolo (latência, invariância, incoerência), usados exclusivamente como controle de qualidade.

04

Matemática

Normalização em escala comum; agregação ponderada por pilar e domínio; bandas de confiança; índice de priorização por severidade, alavancagem e tratabilidade; modelo de Bradley-Terry para comparações pareadas; divergência de Jensen-Shannon para medir desalinhamento entre distribuições de prioridades; escore de Brier para a calibração de previsões.

05

Limites declarados

Toda leitura do CORTEX declara o que permite afirmar e o que exige outras fontes. Resultados com dados insuficientes são sinalizados como leitura provisória. Hipóteses nunca são apresentadas como conclusões.

06

Validação

O CORTEX mantém um programa contínuo de validação psicométrica de seus instrumentos, com análise de consistência interna, estrutura fatorial e validade convergente. Os resultados serão publicados em relatório técnico.

Anexo

Referências

  1. BRADLEY, R. A.; TERRY, M. E. Rank analysis of incomplete block designs: I. The method of paired comparisons. Biometrika, v. 39, n. 3/4, p. 324–345, 1952.
  2. BRIER, G. W. Verification of forecasts expressed in terms of probability. Monthly Weather Review, v. 78, n. 1, p. 1–3, 1950.
  3. BURR, H. et al. The third version of the Copenhagen Psychosocial Questionnaire. Safety and Health at Work, v. 10, n. 4, p. 482–503, 2019.
  4. HAMBRICK, D. C.; MASON, P. A. Upper echelons: the organization as a reflection of its top managers. Academy of Management Review, v. 9, n. 2, p. 193–206, 1984.
  5. KAHNEMAN, D. et al. A survey method for characterizing daily life experience: the day reconstruction method. Science, v. 306, n. 5702, p. 1776–1780, 2004.
  6. KARASEK, R. A. Job demands, job decision latitude, and mental strain: implications for job redesign. Administrative Science Quarterly, v. 24, n. 2, p. 285–308, 1979.
  7. KATZ, D.; KAHN, R. L. The social psychology of organizations. 2. ed. New York: Wiley, 1978.
  8. LIN, J. Divergence measures based on the Shannon entropy. IEEE Transactions on Information Theory, v. 37, n. 1, p. 145–151, 1991.
  9. MORRISON, E. W.; MILLIKEN, F. J. Organizational silence: a barrier to change and development in a pluralistic world. Academy of Management Review, v. 25, n. 4, p. 706–725, 2000.
  10. OCASIO, W. Towards an attention-based view of the firm. Strategic Management Journal, v. 18, n. S1, p. 187–206, 1997.
  11. ROSEN, S.; TESSER, A. On reluctance to communicate undesirable information: the MUM effect. Sociometry, v. 33, n. 3, p. 253–263, 1970.
  12. SIEGRIST, J. Adverse health effects of high-effort/low-reward conditions. Journal of Occupational Health Psychology, v. 1, n. 1, p. 27–41, 1996.
  13. WALSH, J. P. Managerial and organizational cognition: notes from a trip down memory lane. Organization Science, v. 6, n. 3, p. 280–321, 1995.

Referências normativas

  1. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024. Altera a Norma Regulamentadora nº 1.
  2. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria MTE nº 765, de 2025. Prorroga o início da exigibilidade das disposições relativas aos fatores de risco psicossocial.
  3. BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
  4. BRASIL. Lei nº 14.457, de 21 de setembro de 2022. Institui o Programa Emprega + Mulheres.
  5. ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Convenção nº 190 sobre a eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho. Genebra: OIT, 2019.
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