Ciência e Método
O método por trás da inteligência.
01
Fundamentos
O CORTEX se apoia em tradições consolidadas de conhecimento:
- Teoria de sistemas organizacionais: a empresa como sistema aberto, cujas partes interagem e produzem efeitos não lineares.
- Teoria dos escalões superiores e cognição gerencial: as escolhas da organização refletem a cognição e a atenção de seus dirigentes.
- Assimetria informacional vertical: o efeito MUM e o silêncio organizacional explicam por que a informação é filtrada ao subir na hierarquia.
- Psicometria e metodologia multimétodo: a convergência entre métodos distintos aumenta a confiança na medida.
- Saúde ocupacional: modelos de Karasek, Siegrist, o Maslach Burnout Inventory, o WHO-5 e o COPSOQ III.
02
Princípios de projeto
- Rastreabilidade: toda conclusão é rastreável até os dados que a originaram.
- Separação entre medição e interpretação: o motor produz números; a interpretação produz significado.
- Comparabilidade longitudinal: métricas e critérios estáveis dentro de cada ciclo.
- Parcimônia decisória: poucas frentes de alta alavancagem por onda.
- Ciclo fechado: nenhuma onda termina sem reavaliação formal.
03
Instrumentos
Escalas de seis pontos sem ponto neutro; modalidades de posicionamento, alocação, comparação pareada, julgamento situacional, reconstrução de rotina e medidas metacognitivas; sinais passivos de qualidade de protocolo (latência, invariância, incoerência), usados exclusivamente como controle de qualidade.
04
Matemática
Normalização em escala comum; agregação ponderada por pilar e domínio; bandas de confiança; índice de priorização por severidade, alavancagem e tratabilidade; modelo de Bradley-Terry para comparações pareadas; divergência de Jensen-Shannon para medir desalinhamento entre distribuições de prioridades; escore de Brier para a calibração de previsões.
05
Limites declarados
Toda leitura do CORTEX declara o que permite afirmar e o que exige outras fontes. Resultados com dados insuficientes são sinalizados como leitura provisória. Hipóteses nunca são apresentadas como conclusões.
06
Validação
O CORTEX mantém um programa contínuo de validação psicométrica de seus instrumentos, com análise de consistência interna, estrutura fatorial e validade convergente. Os resultados serão publicados em relatório técnico.
Anexo
Referências
- BRADLEY, R. A.; TERRY, M. E. Rank analysis of incomplete block designs: I. The method of paired comparisons. Biometrika, v. 39, n. 3/4, p. 324–345, 1952.
- BRIER, G. W. Verification of forecasts expressed in terms of probability. Monthly Weather Review, v. 78, n. 1, p. 1–3, 1950.
- BURR, H. et al. The third version of the Copenhagen Psychosocial Questionnaire. Safety and Health at Work, v. 10, n. 4, p. 482–503, 2019.
- HAMBRICK, D. C.; MASON, P. A. Upper echelons: the organization as a reflection of its top managers. Academy of Management Review, v. 9, n. 2, p. 193–206, 1984.
- KAHNEMAN, D. et al. A survey method for characterizing daily life experience: the day reconstruction method. Science, v. 306, n. 5702, p. 1776–1780, 2004.
- KARASEK, R. A. Job demands, job decision latitude, and mental strain: implications for job redesign. Administrative Science Quarterly, v. 24, n. 2, p. 285–308, 1979.
- KATZ, D.; KAHN, R. L. The social psychology of organizations. 2. ed. New York: Wiley, 1978.
- LIN, J. Divergence measures based on the Shannon entropy. IEEE Transactions on Information Theory, v. 37, n. 1, p. 145–151, 1991.
- MORRISON, E. W.; MILLIKEN, F. J. Organizational silence: a barrier to change and development in a pluralistic world. Academy of Management Review, v. 25, n. 4, p. 706–725, 2000.
- OCASIO, W. Towards an attention-based view of the firm. Strategic Management Journal, v. 18, n. S1, p. 187–206, 1997.
- ROSEN, S.; TESSER, A. On reluctance to communicate undesirable information: the MUM effect. Sociometry, v. 33, n. 3, p. 253–263, 1970.
- SIEGRIST, J. Adverse health effects of high-effort/low-reward conditions. Journal of Occupational Health Psychology, v. 1, n. 1, p. 27–41, 1996.
- WALSH, J. P. Managerial and organizational cognition: notes from a trip down memory lane. Organization Science, v. 6, n. 3, p. 280–321, 1995.
Referências normativas
- BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria MTE nº 1.419, de 27 de agosto de 2024. Altera a Norma Regulamentadora nº 1.
- BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria MTE nº 765, de 2025. Prorroga o início da exigibilidade das disposições relativas aos fatores de risco psicossocial.
- BRASIL. Lei nº 13.709, de 14 de agosto de 2018. Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
- BRASIL. Lei nº 14.457, de 21 de setembro de 2022. Institui o Programa Emprega + Mulheres.
- ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Convenção nº 190 sobre a eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho. Genebra: OIT, 2019.